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Sentir e apreciar a FOME

A principal razão pela qual as dietas tradicionais falham é o facto de as pessoas se cansarem de sentir fome a toda a hora.

A fome tem uma má reputação, mas a fome não é o nosso inimigo. O verdadeiro problema são os desejos intensos, as mudanças de humor e as quedas de energia que associamos à fome. Todos estes sinais estão associados à alimentação baseada em carboidratos. Também são comuns nas dietas com restrição de energia.

Quando se é metabolicamente saudável e se nutre o corpo de forma adequada, a fome torna-se o que deve ser: um sinal biológico natural de que o corpo está pronto para receber energia e nutrição.

Quando se come de forma primitiva (Primal), não há necessidade de recorrer constantemente à força de vontade para manter a fome à distância. A regulação do apetite é uma das primeiras coisas que as pessoas notam quando começam a comer de forma primitiva. A fome torna-se menos intensa, sentem menos desejos e têm uma energia mais estável ao longo do dia.

Esta é a magia de se tornar adaptado à gordura.

Esta é uma das maiores vantagens competitivas do ser humano.

Saúde!

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Alimentos como combustível

Tudo o que o seu corpo faz, até ao nível celular, requer energia.

As suas células produzem essa energia principalmente a partir da glicose (açúcar) e dos ácidos gordos (gordura). Idealmente, pode utilizar eficazmente ambos os combustíveis para obter energia.

A glicose é obtida a partir dos carboidratos da dieta. A glicose é preferível em situações em que é necessária energia rápida, como em exercícios explosivos, mas também há desvantagens em depender da glicose em vez da gordura para obter energia:

● O metabolismo da glicose produz subprodutos inflamatórios. A queima de gordura é mais eficiente – produz mais energia por molécula – e queima de forma mais “limpa” do que a glicose.

● Quando a glicose é abundante porque acabou de comer uma refeição rica em carboidratos, as suas células têm de a queimar. O excesso de glicose que circula na sua corrente sanguínea é tóxico e o seu corpo só pode armazenar uma quantidade limitada. Em contrapartida, o seu corpo pode armazenar centenas de milhares de calorias de gordura originária dos carboidratos.

● As pessoas que comem frequentemente refeições e lanches ricos em carboidratos e calorias ao longo do dia têm pouca necessidade de queimar gordura para obter energia. Uma vez que o corpo tem de queimar essa glicose primeiro, a gordura corporal fica bloqueada no armazenamento.

● Metaforicamente falando, com o tempo, a maquinaria do metabolismo da gordura começa a ficar enferrujada. Fica-se cada vez mais dependente dos carboidratos (glicose) para obter energia.

Os sinais de dependência de carboidratos incluem:

  • Dificuldade em perder peso (gordura corporal).
  • Picos e quebras de energia ao longo do dia.
  • Ficar “esfomeado” em vez de ter fome.
  • Desejos de comer, especialmente doces ou outros carboidratos simples.

Um dos principais objectivos da alimentação primitiva (Primal) é adaptar-se à gordura, ou seja, ser capaz de queimar gordura de forma eficiente. As pessoas que conseguem queimar, de igual forma, glicose, gordura e outros combustíveis, são metabolicamente flexíveis. A flexibilidade metabólica facilita a perda de peso, reduz a inflamação, melhora a saúde intestinal e ajuda a superar objetivos desportivos. É uma pedra angular da saúde.

Não existe uma análise ao sangue ou uma balança para medir a flexibilidade metabólica. Para avaliar se está no caminho certo, verifique o seu Apetite, os seus Desejos e a sua Energia.

À medida que se torna mais adaptado à gordura e metabolicamente flexível, notará que a sua fome e os seus desejos se tornam menos pronunciados e menos “exigentes”. Também sentirá uma energia mais estável ao longo do dia – sem quebras a meio da tarde.

Escolha o melhor combustível!

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Frutas e vegetais

Frutas e vegetais

Os vegetais são a base da Pirâmide Alimentar Primal.

Desfrute de vegetais em abundância - tantos e quantos puder todos os dias!

Eles fornecem vitaminas, minerais, polifenóis e antioxidantes para alimentar as bactérias benéficas do seu intestino.

A fruta pode ser considerada como um alimento opcional para comer com moderação.

Por um lado, a fruta contém nutrientes, fibras e antioxidantes. Por outro lado, os açúcares naturais da fruta podem ser indesejáveis, dependendo dos seus objetivos de ingestão de carboidratos. A fruta tem, em média 25% de açúcar e mais carboidratos do que os legumes.

Algumas pessoas optam por uma dieta mais centrada na carne, enquanto outras comem relativamente mais vegetais. Com o tempo, encontrará a proporção que funciona melhor para si.

Directrizes para compras:

  • As melhores escolhas são as da época, cultivadas localmente ou selvagens, orgânicas ou sem pesticidas.
  • Tal como acontece com a carne, a regra geral é: compre a melhor qualidade que conseguir encontrar e pagar.
  • Dê prioridade aos produtos biológicos. Mas, não se preocupe se o seu orçamento só permitir comprar produtos convencionais.
  • Os legumes e a fruta congelados podem ser tão nutritivos como os frescos.

Consulte o seguinte link sobre a qualidade dos vegetais:

https://www.ewg.org/foodnews/dirty-dozen.php

Pense em ovos mexidos com espinafres e pimentos, saladas gigantes, vegetais crus e molho, carne com um acompanhamento de vegetais assados ou cozidos a vapor. Lembre-se, a fruta é opcional...

Coma sem cereais e inclua proteínas e legumes em todas as refeições!

Saúde!

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Proteínas: quais as melhores escolhas

Proteínas: quais as melhores escolhas

Relembrando a primeira lei Primal “Comer muitas plantas e animais”, nem todos os produtos animais são criados da mesma forma, quer em relação aos efeitos para no nosso corpo, quer para o planeta.

Os produtos animais criados de forma sustentável apoiam uma dieta saudável, bem como a saúde do planeta.

Nunca nos devemos esquecer que todos os alimentos Primal são mais nutritivos do que os alimentos ultra-processados e à base de cereais.

O objetivo é fazer as melhores escolhas possíveis com base no que se pode encontrar e pagar.

ESCOLHER:

Carne e aves de capoeira

1º. De origem local, criada em pasto, alimentada em pastagem.

2º. Orgânica certificada por organismos oficiais ou de confiança (como por exemplo com o selo da União Europeia ou do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

3º. Se tiver de comer carne convencional, escolha cortes mais magros.

Peixe

As melhores escolhas variam consoante a região. Os peixes (de origem sustentável) selvagens são frequentemente superiores, mas os de viveiro podem ser bons, dependendo da espécie e do método de criação. Acerca da sustentabilidade consulte o site www.msc.org.

Ovos

Locais, criados ao ar livre ou orgânicos certificados.

EVITAR:

Produtos à base de carne processados com adoçantes, conservantes e cereais e açúcares refinados (por exemplo, enchidos e fumados de baixa qualidade, lanches, hambúrgueres, almôndegas). Artigos panados e fritos (por exemplo, nuggets de frango, palitos de peixe)

Continue a comer em todas as refeições alimentos ricos em proteínas como carne, ovos, pescado ou aves de capoeira.

Se não tiver a certeza da quantidade de proteínas que está a ingerir, tente procurar os seus alimentos numa base de dados como https://cronometer.com/ ou https://fdc.nal.usda.gov.

Não se preocupe em comer "demasiadas proteínas". Em primeiro lugar, provavelmente não existe tal coisa. Em segundo lugar, as proteínas são altamente saciantes (enchem). É difícil empanturrar-se de carne. Se está sempre a sentir fome, mais proteínas, pode ser a resposta.

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Proteínas: quanto comer

Proteínas: quanto comer

Os seres humanos podem prosperar com uma grande variedade de dietas, desde à base de carne até à base de plantas. No entanto, a evidência antropológica mostra claramente que os seres humanos são omnívoros, e que por isso, devem comer muitas plantas e animais.

“Animais” inclui todos os tipos de carne (vaca, porco, borrego, cabra, aves, etc.), peixe, marisco, insectos, ovos e produtos lácteos, se os tolerar.

Os produtos de origem animal fornecem aminoácidos essenciais (os tijolos das proteínas) e nutrientes para a construção e regulação de um corpo saudável.

A carne é por vezes acusada de ser má para si e para o ambiente. Não há dúvida de que as produções intensivas de animais confinados suscitam grandes preocupações, mas a carne é um componente natural e importante da dieta humana. A produção animal integrada com a agricultura regenerativa cria ecossistemas equilibrados e sustentáveis.

Vale a pena fazer o esforço para encontrar a carne e produtos de origem animal provenientes de produções sustentáveis que garantem o bem estar animal até à sua utilização como alimento. Pode ser um consumidor responsável de carne, peixe e outros animais que fazem parte da sua cultura, dos seus hábitos, da sua região.

As leguminosas (feijão preto, feijão vermelho, amendoins, etc.) oferecem algumas proteínas mas não são tão nutritivas como a carne e contêm compostos que podem prejudicar a saúde intestinal.

Que quantidade de proteínas necessitamos comer por dia?
  • Os produtos animais fornecem a maior parte das proteínas numa dieta omnívora típica.
  • O objetivo é obter no mínimo 1,6 gramas de proteínas por quilograma de peso corporal por dia. Os atletas e os idosos precisam de mais podendo chegar até ao dobro.
  • Não se preocupe com os pormenores. Faça apenas um esforço para incluir proteínas em todas as refeições, idealmente a partir de uma variedade de produtos animais. Procure primeiro fontes de proteína a partir de alimentos integrais. A proteína em pó pode ser utilizada como suplemento. A proteína de soro de leite em pó (“whey protein”) é a melhor escolha para suplementar as proteínas.

Consuma proteínas em todas as refeições, incluindo ao pequeno-almoço. Já deve ter ouvido dizer que nunca deve ingerir mais de 30 gramas de proteína numa refeição porque o corpo não a consegue absorver. Isso não é verdade, mas é verdade que, se estiver a tentar construir músculo, é melhor dividir a sua ingestão diária de proteínas por duas ou, melhor ainda, três refeições.

Bom apetite e Saúde!

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Eliminar os grãos

Eliminar os grãos

Atualmente, os alimentos à base de cereais constituem, infelizmente, a base das dietas da maioria da população. Os nossos antepassados de há 10 mil anos não comiam cereais. A alimentação ancestral começa com a eliminação dos cereais da dieta.

Porquê:
  • Os cereais são pouco nutritivos, sobretudo quando comparados com a carne, outros vegetais produtos hortícolas.
  • Os cereais contêm substâncias que contribuem para uma má saúde intestinal, doenças auto-imunes e outros problemas de saúde. O glúten é provavelmente o mais conhecido e notório, mas outros compostos como as lectinas são problemáticos para muitas pessoas. (Nota: Os cereais integrais, que são supostamente mais saudáveis do que os refinados, contêm frequentemente mais destes compostos problemáticos).
  • Os cereais são ricos em carboidratos. Por conseguinte, os alimentos à base de cereais são más escolhas para pessoas com problemas de glicose (açúcar no sangue), insulina cronicamente elevada, resistência à insulina e outras doenças metabólicas que, Infelizmente, afetam a maioria da população atualmente.

Muitas pessoas notam uma melhoria imediata nos sintomas digestivos, inchaço, problemas de pele, dores nas articulações, fadiga e muito mais.

O que é que deve ser eliminado:
  • Trigo, centeio, cevada, espelta, painço (milhete), bulgur (triguilho), amaranto, cuscuz, arroz (não selvagem), aveia.

Produtos feitos com trigo ou farinhas à base de cereais, incluindo:

  • Pão e produtos de pastelaria (muffins, scones, bagels, bolos, etc.)
  • Snacks (batatas fritas, pretzels, pipocas, bolachas)
  • Tortilhas, massas, macarrão. pizza
  • Cereais de pequeno-almoço, panquecas, waffles

Pode parecer assustador mas será possível comendo outros alimentos deliciosos que passarão a favoritos.

Graças à crescente popularidade das dietas baixas em carboidratos na última década, existem muitos substitutos facilmente acessíveis para os alimentos à base de cereais tais como:

  • Arroz de couve-flor
  • Massa de pizza de couve-flor
  • Macarrão de legumes cortado em espiral (curgete, batata-doce, abóbora, nabo, etc.)
  • Massa de shiitake
  • Farinha de amêndoa, farinha de coco, farinha de mandioca e outras farinhas sem cereais que podem ser utilizadas para confecionar todo o tipo de receitas
  • Produtos comprados em lojas, como bolachas e tortilhas, feitos com estas farinhas alternativas

A maior parte da dieta Primal deve ser composta por carne, vegetais, ovos, nozes e sementes, e produtos lácteos (opcional). Bolachas sem cereais e muffins de farinha de amêndoa podem ser bem-vindos, mas a prioridade é aprender a apreciar a simplicidade de nutrir o corpo com este tipo de alimentação.

Experimente e sinta a diferença!

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O que comer ou não comer?

O QUE COMER OU NÃO COMER?

Muitas vezes, quando as pessoas querem mudar de dieta, concentram-se sobretudo nos alimentos que "não podem" comer. Esse tipo de pensamento faz com que se sintam privadas e deprimidas em pouco tempo. Apesar dos seus esforços, isso não é sustentável e faz com que tantas dietas falhem!

Mude o sentido e comece a ficar animado com todas as comidas deliciosas que poderá saborear!

Aprecie a comida de que gosta e não vai sentir a falta, por exemplo, do "nosso" tão “querido” pão!

Consulte a Pirâmide Alimentar para saber que alimentos estão incluídos (ou não) na dieta “Primal”.

Não estão incluídos alimentos como, grãos, sementes industrializadas, óleos vegetais e açúcares refinados. Inclui grandes porções de produtos vegetais coloridos, deliciosos produtos de origem animal repletos de nutrientes altamente bio-disponíveis e outros alimentos de elevado valor nutritivo.

O conteúdo da Pirâmide Alimentar “Primal” está baseado no modelo alimentar dos nossos antepassados caçadores-recolectores. As refeições são abundantes em vegetais, ao contrário do que é habitual. A maioria das calorias são obtidas a partir de alimentos animais devido à sua densidade nutritiva e calórica (carne, peixe, aves e ovos). A grande diferença entre este estilo alimentar e a dieta ocidental é a completa ausência dos alimentos modernos mais ofensivos como: açúcares refinados, grãos e óleos vegetais. Estes alimentos inflamatórios, oxidativos e de muito baixa qualidade nutricional contribuem com cerca de 2/3 das calorias da dieta ocidental atual. Ao eliminar estes "alimentos" abre-se a porta para uma alimentação diversificada, rica em nutrientes, saborosa, saciante e que promove a melhor expressão genética e condição humana.

Vá às compras. Sinta-se à vontade para optar por refeições fáceis como por exemplo, bacon e ovos, grandes saladas coloridas com proteínas ou um pedaço de carne acompanhado de vegetais.

Brevemente terá boas sugestões.

Saúde!

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